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Conferências Abertas – Dia da Criatividade e Inovação

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No dia 21 de abril celebrou-se o Dia Mundial da Criatividade e Inovação. Este dia, definido pelas Nações Unidas em 2018, tem como objetivo sensibilizar para a importância da criatividade e da inovação na solução de problemas.

Para assinalar a data, foi dinamizado dia 21 de abril, entre as 10H30 e as 17H30, um ciclo de quatro conferências abertas sobre inovação que contou com mais de 1.000 participantes.

A iniciativa debateu o tema da criatividade e da inovação e contou com 12 oradores de áreas tão diversas como o Ensino Superior, a Administração Pública, as Artes Plásticas e a Cultura.

Este ciclo de conferências integrou a tecnologia disponibilizada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia/Computação Científica Nacional e contou com o apoio do Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P (INR, I.P.), na interpretação para a Língua Gestual Portuguesa.

Programa  (PDF)

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Resumo das Sessões

1.ª Sessão

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O caminho que Portugal tem feito nas áreas da inovação, modernização e criatividade tem sido “reconhecido internacionalmente”. Na abertura da conferência intitulada “O amanhã é uma imagem (in)segura”, a Secretária de Estado da Inovação e da Modernização Administrativa deu o exemplo de Portugal ser o país da OCDE que apresentou mais projetos inovadores para combater a covid-19 em 2020 e o facto ter conquistado a 12.ª posição no European Innovation Scoreboard no mesmo ano.

Fátima Fonseca defendeu que a participação e a capacitação são fundamentais para inovar e antecipar respostas: “mais do que uma imagem insegura do amanhã, há uma imagem indefinida”, que deve ser antecipada.

Este painel, moderado pela jornalista da RTP Soraia Ramos, teve início com a partilha dos desafios do ensino, ao nível da criatividade dos próprios professores. A artista plástica Sónia Aniceto lembrou o papel essencial dos docentes no estímulo da atenção e da proatividade dos alunos dentro e fora da sala de aulas.

A importância deste incentivo à criatividade, tanto dos alunos como dos professores, mas também das empresas e da sociedade em geral, foi sublinhado pela Professora Adjunta do Instituto Politécnico de Bragança Cláudia Costa que apresentou um projeto que coloca o aluno no centro da aprendizagem. O projeto “Demola” avalia os estudantes ao nível da sua capacidade de argumentação e de investigação e dos projetos que desenvolvem, permitindo criar um “nível mais igualitário entre docentes e alunos ao desconstruir a imagem mais tradicional”.

Já a Vice-Presidente do Instituto Politécnico do Cávado e Ave destacou o papel da inteligência artificial na antevisão do abandono escolar e defendeu que devemos ser cada vez mais proativos do que reativos. Patrícia Gomes apresentou o Projeto “OPAS”, um observatório que usa a análise de dados e da inteligência artificial para antecipar e travar o abandono e insucesso escolar. Patrícia Gomes lembrou ainda que “a inovação é um motor para desenvolver uma sociedade mais coesa e justa”, sendo que as áreas da educação, ensino superior e ciência assumem um importante papel na inovação e na criatividade.

Veja ou reveja a gravação da sessão aqui

2.ª Sessão

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O binómio tradição e inovação esteve no centro do debate da segunda sessão do Ciclo de Conferências Abertas sobre Inovação que foi moderado pelo Diretor do Jornal Ensino Magazine, João Carrega.

A abertura do webinar esteve a cargo do Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior que começou a sua intervenção a destacar a evolução de Portugal nas áreas da inovação, modernização e ciência e o seu reconhecimento além-fronteiras, nomeadamente através do acesso a fundos centralizados. João Sobrinho Teixeira lembrou que esta tendência tem contribuído para “dar mais qualidade de vida a quem reside no nosso país” e elogiou a capacidade disruptiva e inovadora adotada para fazer face à atual pandemia.

Orlando Sousa, Coordenador do Projeto “SIAP”, destacou a importância da inovação na atualização de conhecimento e de respostas na área do património e apresentou o projeto-piloto que está a ser desenvolvido em parceria com faculdades e com entidades que trabalham com dados recolhidos através de scanners aéreos e da inteligência artificial. De salientar que este projeto pretende monitorizar os monumentos de forma a garantir a segurança das pessoas que os visitam e frequentam.

Já Mariana Duarte, Cofundadora e Diretora da Village Underground Lisboa, lembrou o percurso de lançamento deste projeto na capital portuguesa que teve de esperar cinco anos entre a ideia inicial e o arranque efetivo. “Em 2009, a tradição do espaço de trabalho não passava por este conceito (em autocarros e contentores), mas havendo algumas pessoas interessadas em mudar, foi possível.” Mariana Duarte lembrou ainda que a pandemia levou a da Village Underground Lisboa a reinventar-se ao criar uma plataforma de streamings para divulgar atuações de música, teatro e até street art.

A terceira oradora desta sessão abordou o tema da inovação na ópera, e o desafio que é “equilibrar” a tradição e a inovação num estilo musical com séculos de existência e milhões de versões diferentes de espetáculos. Esta “luta interna” entre a segurança do tradicional e estrutural e a criatividade do que é disruptivo esteve no centro da intervenção de Conceição Brandão de Sousa, Elemento do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

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3.ª Sessão

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A liberdade e os direitos humanos e a democracia, a liberdade no processo criativo e conceptual, a liberdade e o digital, foram alguns dos pontos de partida da terceira sessão do Ciclo de Conferências sobre inovação. A Secretária de Estado da Justiça, Anabela Pedroso, elencou algumas das fases do processo criativo e inovador, como a experimentação, o “fazer a pergunta certa”, o saber comunicar a ideia e até a importância dos direitos de autor e da criação de uma economia criativa. Anabela Pedroso terminou a sua intervenção com uma questão: “A liberdade será sempre um lugar desafiante, mas seria possível ser de outra maneira?”

Esta sessão, moderada por Mariana Barbosa, do Jornal Eco, contou com a participação de Ana Lacerda, Bailarina Principal da Companhia Nacional de Bailado. A artista abordou o tema da falta de liberdade durante o confinamento e a forma como os bailarinos se reinventaram durante a pandemia. O programa “Voltar a Casa na Nossa Companhia”, a partilha de vídeos e de playlists para os ensaios em casa e as aulas via Zoom, foram alguns dos exemplos dados.

A Presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) começou a sua intervenção a elogiar este tipo de webinars que “saem muito do que é tradicional” e abordou o tema da pandemia e do seu impacto nas desigualdades de género no trabalho em Portugal. Sandra Ribeiro defendeu que é “importante olhar para o teletrabalho como uma ferramenta para apoiar a gestão e conciliação da vida familiar e profissional”. No entanto, alertou que esta não pode ser usada apenas pelas mulheres, para evitar “empurrar novamente as mulheres para casa”.

A terceira oradora dedicou a sua intervenção a abordar os desafios do ensino à distância durante a pandemia e da falta das relações entre alunos e professores. Teresa Gonçalves, Professora Associada da Universidade de Évora, abordou ainda o impacto que a pandemia teve no projeto que coordena, o “SCOUT.IA”, que aplica Metodologias de Inteligência Artificial e Processamento de Linguagem Natural no Serviço de Triagem, Aconselhamento e Encaminhamento do SNS 24.

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4.ª Sessão

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“A página em branco” foi o tema da quarta e última conferência comemorativa do Dia Mundial da Criatividade e Inovação. O Secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media destacou o papel da ideia no processo criativo e no facto de esta ter o poder para “mudar as regras do jogo e o rumo dos acontecimentos”. “Nada vale tanto como uma ideia produtiva, inovadora e criativa.” Mas mais do que ter uma ideia, é reconhecer essa ideia enquanto produtiva, concluiu Nuno Artur Silva.

O debate, moderado pelo jornalista Carlos Ferreira, arrancou com a apresentação do chatbot “IRENE” do Instituto de Registos e Notariado, I.P. (INR, I.P.), que ajuda a esclarecer dúvidas dos cidadãos, nomeadamente sobre o Cartão do Cidadão. A Presidente do IRN, IP, Filomena Rosa, destacou o facto da Administração Pública estar cada vez mais aberta à criatividade e à participação dos seus trabalhadores com a partilha de ideias e de projetos.

Já a Professora Auxiliar da Universidade de Aveiro Ana Daniel dedicou referiu ser urgente e necessário incentivar os jovens a serem mais criativos e empreendedores. “É raro os alunos assumirem-se como pessoas criativas” porque têm “uma reduzida capacidade de assumirem riscos e estão pouco recetivos à crítica”, acabando por ser pouco audazes e pouco proativos.

A encerrar a sessão, o Violoncelista da Orquestra Sinfónica Portuguesa, do Teatro Nacional de São Carlos (OPART), Emídio Coutinho, falou sobre a sua experiência enquanto músico durante o desafio da pandemia e deu o exemplo de alguns dos projetos inovadores desenvolvidos durante os confinamentos, como foi o caso da publicação de pequenos vídeos do dia a dia dos artistas e da gravação e partilha de concertos. “A página nunca está em branco, há sempre algo a criar de novo”, concluiu o músico.

Veja ou reveja a gravação da sessão aqui.